segunda-feira, 31 de outubro de 2022

2.  O filósofo reconhece-se pela posse inseparável do gosto da evidência e do sentido da ambiguidade. Quando se limita a suportar a ambiguidade, esta se chama equívoco. Sempre aconteceu que, mesmo aqueles que pretenderam construir uma filosofia absolutamente positiva, sô conseguiram ser filósofos na medida em que,

simultaneamente, se recusaram o direito de se instalar no saber absoluto. O que caracteriza o filósofo é o movimento que leva incessantemente do saber à ignorância, da ignorância ao saber, e um certo repouso neste movimento.

MERLEAU-PONTY, M. Elogio da filosofia. Lisboa: Guimarães, 1998 (adaptado).



O texto apresenta um entendimento acerca dos elementos constitutivos da atividade do filósofo, que se caracteriza por:


  1. A. reunir os antagonismos das opiniões ao método dialético.
  2. B. ajustar a clareza do conhecimento ao inatismo das ideias.
  3. C. associar a certeza do intelecto à imutabilidade da verdade.
  4. D. conciliar o rigor da investigação à inquietude do questionamento.
  5. E. compatibilizar as estruturas do pensamento aos princípios fundamentais.

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